Este vídeo (em inglês com legendas em português) é uma breve palestra do jornalista americano A. J. Jacobs, autor do livro "The Year of Living Biblically" (http://www.amazon.com/The-Year-Living-Biblically-Literally/dp/0743291484/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1337265930&sr=1-1). O interessante é que ele, um judeu agnóstico, tentou viver durante um ano observando literalmente os preceitos bíblicos. Vale a pena conferir, pois além de informativo é bastante divertido.
___Este blog tem como objetivo criar um espaço de comunicação com amigos presentes e futuros. Normalmente, falaremos de teologia, filosofia e cultura. Comentários devem ser postados com respeito e consideração. ___This blog has the purpose of creating a space for communication with present and future friends. Usually, we will talk about theology, philosophy, and culture. I ask for commentaries to be posted with respect and kindness.
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Thursday, May 17, 2012
Monday, April 16, 2012
O Artista
O Artista
Após meditar sobre a pintura Blue Skies de William Utermohlen
Worcester, Massachusetts 16 de Abril de 2012.
_Sentado
sozinho em meu atelier, procuro encontrar o sentido da minha existência. A
parede que me aprisiona é refletida na cadeira que me apóia e na base da mesa
que me dá sentido de existência: a minha criação. Sou artista, da minha arte me
alimento!
_Será que o
tom laranja mórbido é a minha história de vida? O que me apóia é o
que me
aprisiona?
_Enquanto criava eu pensava que era livre, mas seria realmente um
prisioneiro?!
_Porém, entendo que a minha arte tem um sentido amarelo vívido, reluzente
como o ouro ou brilhante como o sol. Por isto, me agarro no amarelo da vida,
não no laranja mórbido da existência que é passageira e efêmera.
_Também capturo com a minha destra o copo, mas que não sei de devo dele
beber. Pois me pergunto o que nele está: seria o refrigério da água da vida ou
o fel da existência?
_Sobre o branco que me calça, me veste e que está acima de mim, fazendo da
parede também uma janela, só posso dizer que ele expressa a minha busca.
_Tenho dúvidas e indagações, mas tenho também uma certeza que o azul do céu
é o infinito que me apóia os pés e que me reveste. Quando tudo passar: o tempo,
a memória, a certeza e a dúvida; algo ficará: o infinito que encontra o seu fim
dentro da minha vida que se projeta além da efêmera existência.
P.S. A pintura pode ser vista em:
ou através do google image digitando o título da pintura e o nome do pintor.
Wednesday, March 14, 2012
Pensar e Ser ou Ser e Pensar?
Pensar e Ser ou Ser e Pensar?
Após apreciar escultura “O Pensador” de Auguste Rodin
Worcester, Massachusetts. 5/12/2011.
Sou o que penso ou Penso o que sou?
Pensar é transcendência, ser é imanência.
Pensar é lançar-se, ser é fincar estacas.
Enquanto penso: não sou, mas busco ser.
Mas, como pensar sem ser?
O pensar rouba do ser o material de sua existência.
Todavia, o ser rouba do pensar a possibilidade de outras existências.
Enquanto sou: não penso, mas realizo.
Mas, como ser sem pensar?
Se sou o que sou é porque penso no que sou.
Não me vejo como ser se não for ser-pensante.
Ou será que na realidade sou simplesmente pensante em busca do ser?
Então descubro:
Enquanto penso viajo ao infinito, mas habito no finito.
Enquanto penso estou ausente, mas presente.
Enquanto penso não sou, mas sempre sendo.
Então admito:
Pensar é potencialidade, é criatividade.
Ser é atualidade, é materialidade.
Pensar é evento, é imaginar.
Ser é essência, é simplesmente estar sendo.
Pensar é multiplicidade, é maravilhar-se.
Ser é substanciar-se, é frustração.
Monday, February 6, 2012
Palavras e Pensamentos
Palavras e Pensamentos
Após ler sobre a criação da fala-amor em Ayvu Rapyta.
Worcester, Massachusetts 22 de setembro de 2011.
Palavras? Pensamentos? Sim!
Palavras e pensamentos se misturam.
Palavra-Pensamento, uma entidade chamada Ser.
Palavras são sons jogados ao ar; é o hálito de vida;
Da vida de alguém sendo transmitida a outro.
Vida que se projeta dos lábios de quem a expira;
De quem aceita que na morte de seu pensamento, a palavra se materializa.
Vida que é recebida por quem a inspira;
De quem aceita que no nascimento de seu pensamento, a palavra se internaliza.
Palavras jogadas ao vento podem ser errantes como estrelas, mas não erradas;
Alguém a encontrará: “A minha palavra não voltará vazia”.
Quando ela voltar, voltará trazida por alguém;
Voltará no hálito de quem a respira.
Só assim, no hálito de vida de quem a sopra de volta para mim,
Tornarei-me ser vivente, ser que respira e transpira, expira e inspira palavras.
Palavras? Pensamentos? Sim!
Palavras e pensamentos se misturam.
Palavra-Pensamento, uma entidade chamada Ser.
Monday, December 5, 2011
Alteridade
Alteridade
Após quadros La Reproduction Interdite (c. 1937) e Le Faux Miroir (c.1950), de Rene Magritte.
Worcester, Massachusetts. 19/08/2011.
Olho-me no espelho em busca de mim.
Descubro que não estou na imagem refletida.
Se gosto do que vejo é porque escondo os defeitos;
Se não gosto do que vejo é porque enfatizo os defeitos.
O olhar é enganoso.
Onde estou?
Se não estou na imagem refletida, então penso: estou dentro de mim.
Salto freneticamente para o interior em busca do eu-perdido,
Preciso encontrar o eu-incompreendido.
Ao aventurar-me em mim mesmo, fico mais perdido do que antes.
Labirintos se formam; a qualquer momento posso ser devorado pelo ego.
Onde está a porta de saída? Preciso sair!
A porta de saída é a porta de entrada.
A saída do labirinto está na entrada.
Na entrada em cena de outrem.
A pessoa que é como eu, mas diferente de mim.
Onde estou?
No olhar de quem olha para mim.
Descubro que estou refletido nos espelhos de seus olhos.
Salto para o seu interior.
Por favor, feche a porta! Não me deixe sair!
Antes que descubras que o teu olhar é enganoso.
Wednesday, November 16, 2011
Águas que Instruem
Águas que Instruem
Após ouvir o “Moldávia” de Smetana.
Worcester, Massachusetts 18 de agosto de 2011.
Sentado à beira do lago aprendo que:
A vida pode ser eternizada, ela não é um rio que podemos desbravar,
Os sentimentos do que foi experimentado permanecem,
Materializam-se as emoções,
Dissipam-se as memórias.
O racional cede passagem para o irracional.
Sentado à beira do rio aprendo que:
A vida passa, ela não é um lago que posso represar,
As emoções do que foi vivido se esvaem,
Dissipam-se as emoções,
Materializam-se as memórias.
O irracional concede-se ao racional.
Sentado à beira do mar aprendo que:
A vida vem, mas também vai, ela é um constante mover,
Levando e trazendo emoções e memórias,
Dissipam-se e materializam-se as emoções,
Materializam-se e dissipam-se as memórias.
O racional afunda-se no irracional; o irracional dissolve-se no racional.
Venha e sente-se ao meu lado e posso aprender que:
No fundo dos seus olhos a vida se perpetua no eterno-presente,
As emoções emergem/imergem e a memória não precisa vir à tona.
O racional cala-se e o irracional... (você me diz).
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